
Dispo-me de tudo e da razão
mesmo no fingir subtil
a que me obrigas,
latejam todos os gestos
nos sorrisos ruidosos do corpo,
quando os meus seios roçam o teu peito.
De alma fico nua...
no aperto dos teus abraços
e no prazer crescente e ignóbil,
quando, a tua boca me foge,
em sussurros vernáculos
salivando nos lóbulos,
os beijos quentes que nos damos.
Inquietante corrente, galgando todas as margens,
no perfeito movimento do teu corpo
eroticamente sobre o meu,
descobrindo as fontes
lambidas no perfume de vénus,
enquanto...
a pele pálida da madrugada
vagarosamente se muta crisálida!


















































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