20 fevereiro 2011

nem mar...mas azul

Sentir-te

Na ambição fecunda

E infinita

Onde os afectos se debatem

No pulso de cada veia

Inquietantemente…

Enobrece a dádiva da ternura

Que dentro da pele se descobre

Teimosamente…

Não há terra, nem estrelas

Nem mar

Onde eu possa pousar

Essa dádiva

Serenamente…

Que não o teu corpo!

(tela de ana oliveira)

9 comentários:

António Garrochinho disse...

é lindo Ausenda ! tenho que arranjar mais tempo para saborear os teus poemas.
um bj do Tóino.

gabriela r martins disse...

comunhão perfeita entre a imagem e a palavra



.
um beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

uma sintonia perfeita. poema e a tela da Ana.

parabéns às duas.

beij

Eduardo Aleixo disse...

o que escreveste sobre o afecto, de cor azul, mas superior ao mais que tudo que é o mar, é lindo, lindo.

Aníbal Raposo disse...

Ausenda,
O teu poema é lindo de morrer.
Beijo

A.S. disse...

Muito belo Ausenda!...

Beijos,
AL

Ibel disse...

Por dentro do teu olhar há todo o azul inquieto, minha amiga!

pin gente disse...

se o teu corpo não é areal para o rio que de mim quer desaguar procurei uma foz transbordar.

um abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

deixo um beijo no dia da mulher.