15 agosto 2010

rumo de estrela lua

Nasceste do nada, ou de um esgar da terra
Depressa me divertiste os passos
Alegre me ensaiaste na brisa do vento
E desenhaste o rumo de estrela lua

Meu pequenino amor,
Audaz, guerreiro
Combatente das vozes vorazes
De maldizer famintas

Cobres -me com a palavra certa
Num consolo sereno, tão cálido
Que só as aguas tranquilas de estio
São capazes

E seguras, me fazem saber
De um pequenino amor
Que cresce e arrasta o rio
Desta paixão descoberta
(tela de Olga Sotto)

10 comentários:

tossan disse...

Nascente
Em mim nasce
outro rio.
Minha alma é
uma nascente cantando.
Sônia BrandãoLindíssimo!
Beijo

Sonhadora disse...

Minha querida
Simplesmente belo.

Beijinhos
Sonhadora

Virgínia do Carmo disse...

Tudo o que é "pequenino" é mais terno!

Beijinhos, Ausenda

A.S. disse...

Ausenda,
´
Ler-te é sempre um doce fascinio!
As palavras geram emoções...


BjO´ss
AL

Eduardo Aleixo disse...

Falas do que é pequenino , mas completo: calor e agressividade da estrela; regaço, colo, mãos protectoras, brisa do outono...Compreendo como te sentes bote e não invejas o navio. É como brinquedo nas mãos de uma criança, feliz.
Beijinho

Aníbal Raposo disse...

Ausenda,

Belo, belo, belo.

Beijos

gabriela r martins disse...

terminadas as férias ,e o tempo de "jibóiar" ,retomo a leitura diária dos blogues do meu contentamento .nem sempre comento ( como sabes ) mas todos os dias retenho algo novo ....

...e ,mais uma vez ,sem engano ,perco.me na leitura deste poema




.
um beijo

Eduardo Aleixo disse...

Vim reler o teu poema e acho-o muito belo.

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema, querida amiga.
A pintura enquadra muito bem as tuas palavras.
Beijos.

Eduardo Aleixo disse...

Reli o poema e achei-o ainda mais saboroso. Dos melhores versos que já te li. Um beijo.