01 novembro 2009

poesia dos corpos



Dispo-me de tudo e da razão

mesmo no fingir subtil

a que me obrigas,

latejam todos os gestos

nos sorrisos ruidosos do corpo,

quando os meus seios roçam o teu peito.

De alma fico nua...

no aperto dos teus abraços

e no prazer crescente e ignóbil,

quando, a tua boca me foge,

em sussurros vernáculos

salivando nos lóbulos,

os beijos quentes que nos damos.

Inquietante corrente, galgando todas as margens,

no perfeito movimento do teu corpo

eroticamente sobre o meu,

descobrindo as fontes

lambidas no perfume de vénus,

enquanto...

a pele pálida da madrugada

vagarosamente se muta crisálida!

24 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

muito sensual, e bem construído.

gostei!

uma boa semana!

um beij

gabriela rocha martins disse...

a sensualidade ao sabor da pele ... dos corpos ... em prece a EROS



.
um beijo

Maria disse...

E haverá poesia mais bonita?

Beijo

MPereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Virgínia do Carmo disse...

- Corpos elevados ao pedestal da suprema intensidade dos sentidos...

Beijinho

Spectrum disse...

Quanta sensualidade...

Vieira Calado disse...

Olá, Ausenda!

Hoje rapidamente para lhe dizer que a apresentação do meu livro em Faro, foi adiada.

Depois lhe digo.

Beijinho

Ava disse...

Despir-se de toda a razão, e enveredar por caminhas de desejo e paixão...

E assim seu poema vai tomando forma, e a sensualidade vai nos inebriando...

Belíssimo!


Beijos!

Céci disse...

OLá Kida,

Olha vou confessar-te uma coisa, eu leio sempre este teu blog, agora para comentar.... é um cabo dos trabalhos, rsrsrs acho que n sei dizer nada, sou trenga eu sei, mas quero que saibas que leio td o que escreves e admiro imenso.

Bjinhos e voltarei!

Céci

Nilson Barcelli disse...

Sensual e erótico.
Sem cair na vulgaridade.
Antes pelo contrário, conseguiste imagens poéticas muito interessantes, num tema já escrito até à exaustão por inúmeros poetas.
Gostei imenso, querida amiga.
Beijos.

poetaeusou . . . disse...

*
dispo-me
nas margens
feitas crisálias,
,
conchinhas,
,
*

O Profeta disse...

Frias pedras, negro basalto
Sentinelas do receio à tempestade
Testemunhas da viajem do tempo
Cobertas de sal, guardiãs da verdade

Mas, não há duas reais verdades
Não há rios que correm para o alto
Não há amor num coração que mente
Não há ternura sem viver o momento


Vem viver a minha cidade inventada


Doce beijo

Mário Margaride disse...

Lindíssimo poema, Ausenda.

Sensual, terno, e envolto num manto de amor e paixão.

Um bom resto de semana.

Beijinhos

Mário

São disse...

Me desculpe, mas "prazer ignóbil"?!

Um abraço.

maré disse...

o espasmo e o espanto

o sangue adentrando a carne do desejo

o sorriso que a alma abre e os corpos acolhem.

____

beijos ausenda

São Rosas disse...

Olá, Ausenda.
Tenho-te acompanhado no Facebook. E a tua poesia é uma delícia. Por acaso não queres juntar-te a nós e publicá-la também no blog a funda São?
Se estiveres interessada, envia-me um e-mail para funda@afundasao.com.

Vivian disse...

...tudo para quando dois corpos
se tocam e fazem amor!

tudo se completa em poesia!

adorei este teu espaço...

beijos, linda!

Maria P. disse...

Lindíssimo...

Beijinho*

mariam disse...

Ausenda,

belo e sensual este poema! gostei :)

tenho estado a ler os restantes também (belíssimos), e escolhes imagens muito interessantes (sempre!)

um sorriso amigo :)
mariam

gabriela rocha martins disse...

hoje tive tempo para abrir as tuas páginas/poemas e

lentamente

reconhecer EROS

em cada verso



.
um beijo

T@CITO/XANADU disse...

A alma
se veste de palavras
para não ser invisível
e ser amante
e amada...

Tácito

Mário Margaride disse...

Querida amiga

Passo por este teu mar de magia, para te desejar uma excelente quinta feira!

Beijinhos ternos

Mário

Eduardo Aleixo disse...

Lindo poema de moura maruja
Com lábios nas sílabas e beijos
nos sons e carícias
nos versos...
Eu vi-te ronronante
Sobre as dunas
Eras cobra de sonhos abertos
Com sorriso de sol e abraço de lua
Alma nua...

pin gente disse...

tão sensual que os braços fogem como os sussurros das bocas... e voam

um beijo