28 abril 2010

fecundidade

Comungo da mesma razão
Das palavras entranhadas
E das mágoas que esqueço
Logo que o teu aceno
Me sucumbe a cólera.

Não escondo a dor dos muros
Sem horizonte,
Nem o sangue das lágrimas
Magentas e purpúreas
Que se desprendem sós

Tanto é o tempo, que sinto oco e órfão
Que nem sei da fecundidade das sílabas
Gerando
As noites urgentes,
Matrizes das nossas bocas
Onde a pele sua
-
Tacteando na frase nua
Escritos que não consigo apagar!


(tela de Olga Sotto)

17 comentários:

Breizh da Viken disse...

Escritos que não se apagam...
memórias que perduram
sentimentos que não se esquecem
Poemas que nascem do tempo
das experiâncias que não se desvanecem!


Muito belo...muito belo o teu " fecundidade"


beijo grande " sulista"

. intemporal . disse...

.

. bel.ísssimo .

. da profecia de um amor que assim se re.inscreve sendo essência ao peito em arco aberto .

. um bom fim de semana .

.

. um beijo meu .

.

. paulo .

.

Aníbal Raposo disse...

Querida amiga,

Gosto de todo o poema mas particularmente do seu final,

As noites urgentes,
Matrizes das nossas bocas
Onde a pele sua
-
Tacteando na frase nua
Escritos que não consigo apagar!

Beijos

A.S. disse...

Ausenda,

Tua poética bela, sensual e sempre inconfundivel!

Beijos
AL

Natalia Nuno disse...

Inconfundível, sempre bela, agora não me escapa que ando por aqui também amiga.
O meu blog se chama Orvalhos-Poesia.
Adorei ler-te

beijo saudoso

© Piedade Araújo Sol disse...

na frase (nua)
desnudo
a nua frase
sem estar nua
está plena de
poesia.

beij

Maria Valadas disse...

Escritos que não se apagam... nem mesmo no nosso pensamento.

Gostei imenso desta tua " fecundidade"... tão cheia de sensualidade.

Belo.

Beijos.

maria

Virgínia do Carmo disse...

Muito intenso, como é hábito por aqui...

Beijinho, Ausenda

João Videira Santos disse...

"As noites urgentes,
Matrizes das nossas bocas
Onde a pele sua
-
Tacteando na frase nua
Escritos que não consigo apagar"

Muito bonito!

A.S. disse...

Vim ler-te, rever-te... e deixar um beijo!

AL

pin gente disse...

fecundas palavras
e elas nascem em poemas


beijos

Zélia Guardiano disse...

Simplesmente maravilhoso!
Encontrei um espaço de bela poesia... Que bom!
Voltarei sempre...

Um forte abraço

Gil Moura disse...

Sublimes palavras que gravam sentires que jamais se esquecerão...

Belo poema!

Beijinhos e bom domingo!

Mário

O Profeta disse...

Hoje ofereci as cores da minha paleta
A um amiga na sua dor
Ouvi seu choro ao meu ouvido
No fatalismo do desamor

Hoje o sono acordou-me
A nostalgia agitou suas asas cinzentas
Esqueci no acordar o ultimo abraço
E contei as nuvens que eram tantas


Bom fim de semana


Doce beijo

mundo azul disse...

_________________________________


É lindo o seu poema!


Beijos de luz e o meu carinho...


_________________________________

gabriela r martins disse...

de amor se veste o tempo presente


aplaudo.TE



com

.
um beijo

poetaeusou . . . disse...

*
são fecundas
estas palavras escritas,
,
conchinhas,
,
*