11 julho 2009

longe


Estava tão perto a tua mão
O teu afago, a pele, o beijo
A enormidade do desejo
Mas com a ilusão matei
Não, não eras tu
Inventei…!
Inventei uma pele colada à minha
Um cheiro, uma brisa que vinha
Inventei-te!
O silêncio demorado
A rasgar os dias que pariam saudade
E tu vinhas, com as mãos cheias de vontade
Alagando o meu corpo, como se fosses rio
Agora, a reminiscência do tão perto
Que se aquietou tão longe
Mas inventei-te…!
(imagem: diamantino silva)

13 comentários:

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

Pablo Neruda

Desejo um belo domingo e uma linda semana.
Abraços

Justine disse...

A tua poesia bela e triste maws contudo cintilante!
Abraços

São disse...

Mais um belo poema dos que a Net tem alguns.

Bom domingo.

pin gente disse...

inventei um nome!
todas as noites o sussuro, na cama onde me deito...
inventei um nome que ecoa no quarto e me devolve o meu.
que reluz nas minhas noites e
incendeia momentos de prazer.
um nome que me ocupa toda a boca, como se de um apaixonado beijo se tratasse.
inventei um nome...
um nome que inventei, mas que é o teu!


um beijo, ausenda
luísa

maré disse...

anoiteci no fulgor
das das tuas mãos em mim

incendiámos a noite com um só beijo

.

amanheceu

a cama estava vazia!
.
.
.

às vezes inventamos

e eu beijo-te ausenda

A.S. disse...

Ausenda...

Inventa!
não só as palavras, mas todos os gestos, todas as caricias, todas as sensações... sentirás uma constelação de estrelas caindo no teu corpo!


Beijos meus...

Nilson Barcelli disse...

E inventas muito bem.
O poema é excelente e as tuas imagens poéticas são sempre magníficas:
"O silêncio demorado
A rasgar os dias que pariam saudade"
Querida amiga, boa semana.
Beijo.

Vieira Calado disse...

Sonhos e invenções

fazem parte das nossas vidas!

Que lhe havemos de fazer?

Podemos sempre refugiar-nos

na realidade...

Beijoca

Lúcia disse...

Sonho ou Ilusão?
Sabe-se lá... Foste.
És.
E tu, Ausenda, tens dedos de oujro para assim retratar o que vai no espaço mais fundo de nós.
Beijinho grande

poetaeusou . . . disse...

*
oa gestos
das tuas palavras . . .
inventou - me,
.
conchinhas, deixo,
,
*

© Piedade Araújo Sol disse...

que bonito!

também eu invento, mas as tuas palavras estão ternas, belas e poéticas.

um beij

Ana Martins disse...

Lindíssimo este poema... Adorei!

Beijinhos,
Ana Martins

Paula Raposo disse...

É preciso inventar e reinventar! Sempre...beijos.