16 maio 2009

coincidências...

(rodrigo matos silva)

A coincidência das tuas mãos
no adeus
é hoje o afago expandido no meu rosto
A coincidência das tuas mãos
remotas num decalque inóspito
são hoje as mãos que sofregamente
me abreviam os seios
E a exasperada raiva mastigada
nos meus lábios
É hoje a tenuidade com que rodeias
O meu corpo
e me fecundas!

16 comentários:

maré disse...

e a exasperada raiva sucumbe
ao dialécto do teu corpo


______
é lindo ausenda
um beijo

Olavo disse...

Uau!!lindo
beijos

©tossan disse...

Bela! Um lamento poético!
Este também gostei muito. Beijo

Eu sou
Universo
Faço o mar
O vento e o amor
Sou navio
que não afunda
Sou Alter
que fecunda
a terra...

Utopia das palavras

Tatiana disse...

Lindas palavras!
Expressivos sentimentos!

Uma semana de dádivas para o seu coração!

Deixo um beijo carinhoso

Só Eu (Ricardo) disse...

Muito bonito o tru poema.
Gostei
Beijinhos
Ricardo

Xana disse...

Coincidencias amiga'
A vida é feita daquilo que a gente a faz...grandes sentimentos brotam deste poema, mas não nos podemos sentar à espera de coincidencias ;)


beijinhos meus

A.S. disse...

Ausenda

Trazes dentro de ti
um mar imenso
feito de vagas de desejos
e sonhos vagos...

Para porto de abrigo
escolheste a ternura das mãos
que acolhesem o calor do sol...


BjOO"ss

MPereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
poetaeusou . . . disse...

*
expandida beleza,
o teu poema,
,
venturosas palavras
em acabado poema,
prémio inacabado
rasam os meus olhos,
,
mil conchinhas, deixo,
,
*

Maria P. disse...

Palavras intensas.Bonitas.

Beijinhos*

Mário Margaride disse...

Querida amigos:

As saudades eram muitas, sentia a falta de escrever, de vos sentir, da vossa amizade. Mas era muito importante para mim este espaço de reflexão, esta paragem.

Muito obrigado, pelo apoio, pelo carinho e compreenção manisfestados, ao longo destes dias de ausência.

Bem hajam!

Beijos e abraços com muita amizade.

Mário

Anónimo disse...

O corpo roda: quer mais pele, mais quente
A boca exige: quer mais sal, mais morno
Já não há gesto que não se invente,
ímpeto que não ache um abandono.
(R. L. Faria)

Lindo o teu poema
Beijo

Nilson Barcelli disse...

Mas não há coincidências nas tuas palavras, porque elas não surgem por acaso.
Este teu poema é de uma precisão notável. Na sonoridade, no ritmo, enfim, todo ele é perfeito.
Querida amiga, a excelência mora nas tuas palavras. Parabéns.

De fecundações... nem quero falar... eheheh... mas sou especialista de partos... pois é...

Beijo.

mariam disse...

Ausenda,

sempre intenso. ousado. lindo!

belo poema :)

um abraço e o meu sorriso :)
mariam

Paulo - Intemporal disse...

a coincidência da tua presença mesmo quando é ausência.

perene.

despedidamente língua de estrelas.

um beijo enorme ausenda.

um bom fim de semana.

Eduardo Aleixo disse...

É por isso que eu acho que não há coincidências!
Beijo coincidente.