03 outubro 2008

nascer poema


Fere-me com alma o sentir deste poema
Exalta a dor trazida em sufocantes nós
avalanches de um eu, que não sou...
Poema que quer ser incondicionalmente

Querer absurdo, mania de poema
Solta-se, rouba-me os versos e foragido...
percorre as linhas que se desalinhavam
sofrego, com pressa de ser poema.

E eu, presa entre frageis cordeis de espanto
tremendo é o meu medo, de ser poema!
Mas, nas muralhas onde acoitadas
as palavras me escondem...
Alveja ele, certeiro, a pena que o derrama!


2 comentários:

Eduardo Aleixo disse...

No ovo, sequioso de nascer, de contigo ser, de vencer as malhas da bruma líquida que o estrangulava, estava o poema, irritado, até que, triunfante, nasceu.
Em boa hora o fez. É hoje uma gazela marota. Que se passeia nas tardes cálidas de verão, com olhos cintilantes, vestidos leves, passos sussurrantes, em passadas ondulantes.
Em boa hora nasceu o malandro do poema.
EA

ausenda disse...

Eduardo

E aqui, agora...se fez poesia, pelas mãos de um grande poeta!

Belo!

Obrigada!

Beijo