10 agosto 2009

ecos



Outrora o sonho voava

e tranquilamente poisava

nas mãos de quem o sonhava

agora o sonho não voa

simplesmente ecoa

no corpo do teu gemido

extenuado e bramido

no deleite das nossas bocas

E o meu ventre suado

Do cavalgar tresloucado

Faz do sonho a minha cama

Onde o teu corpo inflama

Na dança das minhas mãos!

(imagem: Fadul)

14 comentários:

Aníbal Raposo disse...

Olá Ausenda,

Lindas palavras. Tentemos que o sonho voe de novo.

Beijos

EDUARDO POISL disse...

De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

Fernando Sabino

Hoje passei pra deixar um poema para refletir e desejar uma semana linda com muito amor e carinho.
Abraços.

Gui disse...

Do sonho à realidade. Uma realidade feliz. O amor deixou de ser um sonho e acabou por ser consumado, e de uma maneira tão linda. Um beijo minha amiga.

maré disse...

sensualíssimo

sonho

voar é preciso
fazer de cada silaba um pássaro.

um beijo

AnaMar (pseudónimo) disse...

Belo!
Sempre em perseguição do sonho. Até o alcançar.
Bj

© Piedade Araújo Sol disse...

toda a sua poesia tem um cunho de sensualidade, muito bonita.

gostei deste poema, muito, pela cadência, pelos sentires, por tudo.

gostei do titulo, é o mesmo que o meu livro de poesia.

gostei da tela...que bonita ficaria na capa de qualquer livro, mesmo que não fosse de poesia.


saio a sorrir, e deixo um beij

rouxinol de Bernardim disse...

Ausenda:

que o sonho seja uma realidade permanente são os meus sinceros votos1

E que lindos voos aqui se fazem...

Mário Margaride disse...

Belo texto querida amiga.

Que esses sonhos se transformem, na realidade que tanto sonhamos...

Beiinhos e um bom fim de semana.

Mário

EDUARDO POISL disse...

Ninguém tem culpa
Daquilo que não fomos
Não ouve erros

Nem cálculos falhados

Sobre a estipe de papel;
Apenas não somos os calculistas
Porem os calculados

Não somos os desenhistas
Mas os desenhados
E muito menos escrevemos versos
E sim somos escritos

Ninguém é culpado de nada
Neste estranhar constante
Ao longe uma chuva fina
Molha aquilo que não fomos...

Autor: Desconhecido
Um lindo final de semana com todo carinho para você.
Abraços

São disse...

Bonito post!
Bom fim de semana.

O Profeta disse...

Ah mas esta calmaria aprisionada
Sobe ao celeste um frio arrepio
Entre o mar e as negras pedras
Vive um coração de onde escorre um rio
Onde moram sereias douradas
Onde os peixes falam de amor
Onde as pedras são felizes
Onde as águas lavam o rancor


Boa fim de semana


Doce beijo

A.S. disse...

Ausenda...

Este poema sente-se no lugar mais profundo da alma!


Ternos beijos!

Nilson Barcelli disse...

Poema belo e sensual.
Gostei imenso querida amiga.
Um beijo.

Céci disse...

Um sonho tornado realidade, adorei o "Ecos",muito mesmo.

Bjinhos

Céci